Termina a mobilização dos caminhoneiros em Carazinho

Terminou por volta das 13h30 desta quarta-feira (30) a manifestação dos caminhoneiros em Carazinho. Após uma decisão dos líderes do movimento o ato foi finalizado no município.

Oito dias de mobilização

Em Carazinho a mobilização iniciou no dia 22 de maio às 6h no trevo do avião na BR 285, entroncamento com a ERS 142. Durante estes oito dias os caminhoneiros recebem o apoio de vários segmentos da sociedade e a da comunidade em geral. ''Recebemos roupas, agasalhos, comida e claro muito, mas muito apoio'', conta um dos manifestantes.

Foram dias e noites naquele local incentivando a outros motoristas aderirem ao movimento.

Carreatas, mateadas e mobilizações no centro da cidade

Durante os dias de paralisações, os carazinhenses foram convocados em várias oportunidades a irem para as ruas e reivindicar além da diminuição do preço cobrado pelo diesel, também a diminuição da gasolina, do gás e tantos outros tributos pagos ao governo.

Na sexta-feira, dia 25, uma carreata percorreu a Avenida Flores da Cunha. No sábado uma mobilização maior ainda com carros, caminhões, ônibus, motos e pedestres pedindo por um Brasil melhor. No domingo, dia 27, a comunidade foi convidada para uma mateada no trevo em apoio aos manifestantes e na segunda-feira, dia 28, talvez o ponto mais alto das manifestações em Carazinho, quando boa parte do comércio fechou às 16h e o público descontente com o governo foi até o trevo. Os organizadores estimam um público superior a duas mil pessoas. Na terça-feira, dia 29, mais uma mobilização, desta vez, em frente à Praça Albino Hillebrandt e desta forma os carazinhenses demonstraram o seu apoio. ''A gente agradece de coração a todos, mesmo com o acordo no domingo, resolvemos permanecer mais alguns das em solidariedade as pessoas que nos abraçaram nesta luta'', disse Jacir Carvalho, líder do movimento em Carazinho.

Pauta atendida

Domingo durante a noite os representantes dos sindicatos chegaram a um acordo com o governo federal, que aceitou a redução de R$ 0,46 no litro do diesel por 60 dias, o estabelecimento de uma tabela mínima dos fretes e a isenção da cobrança de pedágio para eixo suspenso de caminhões vazios, em rodovias federais, estaduais e municipais. Após este acordo a mobilização já não pertencia apenas aos caminhoneiros, mas sim a uma grande parte da população que abraçou a causa.

Símbolo do movimento

Antes de saírem do local, os manifestantes plantaram no ponto onde estavam desde terça-feira, uma muda de árvore, segundo eles, um símbolo deste que foi o maior movimento da categoria.

Seguir viagem

A partir de agora os motoristas que estavam no ponto de protesto em Carazinho foram deixando as margens da rodovia, o pátio do posto de combustível e seguindo viagem pelas estradas do país. Na tarde desta quarta-feira, já é visível o aumento significativo de caminhões das estradas da região.

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