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20190423

Governo negocia com caminhoneiros para barrar greve


Depois de quase cinco horas de reunião em Brasília, entre o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, e os caminhoneiros, o caminho da negociação foi o escolhido. O presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), Diumar Bueno, também esteve na reunião, que foi motivada pela possibilidade de uma suposta paralisação agendada pelos caminhoneiros para o dia 29 de abril. A categoria se queixa que a legislação não está sendo cumprida.
“Estamos trabalhando em soluções efetivas. As portas estão sempre abertas e manter o diálogo é nossa prioridade”, afirmou o ministro, que avaliou o encontro como sendo “muito positivo”. Segundo ele, foi elaborada uma agenda de trabalho que envolve eliminação de multas injustas, transferência do custo do diesel para tabela de frete, fiscalização dessa referência de custo e a celebração de um termo de compromisso com entidades representantes para tornar a fiscalização mais efetiva.
“O mais importante é que a gente, novamente, firmou o compromisso do diálogo, que é firme. É firme o propósito do governo de prestigiar e conversar com a categoria”, ressaltou o ministro, considerando que este é o caminho certo. O presidente da CNTA, Diumar Bueno, disse que houve um esclarecimento importante e a construção de uma agenda positiva para a solução de problema dos caminhoneiros. “Acendeu uma luz maior do que nós já tínhamos apostado nesse governo, principalmente com relação ao piso mínimo do frete”, comentou.
A CNTA ressaltou que o aumento de R$ 0,10 no preço do litro do óleo diesel aumentou a inquietação dos caminhoneiros que já “carregam desde o ano passado a frustração de não ter a lei do valor mínimo do frete cumprida”. A norma estabelece as regras para que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) defina o piso. A intenção do setor é que o processo de fixação dos preços mínimos para o frete seja técnico, fiscalizado e com ampla publicidade.
O porta-voz da Presidência da República, general Rêgo Barros, afirmou que o presidente Jair Bolsonaro não vê motivo para uma nova greve geral de caminhoneiros. "A expectativa do governo, que mantém diuturnamente canal de ligação aberto com a categoria, é de que não há motivos para essa paralisação", disse Rêgo Barros.
O presidente da Federação dos Caminhoneiros Autônomos do RS (Fecam-RS), André Luis Costa, não recomenda a greve, mas entende as posições “mais exacerbadas” que estão instigando parte da categoria a aderir a uma paralisação. “Entendemos que o momento é delicado e não possui espaço para um movimento que pode encaminhar para outras questões que não as relativas aos problemas do caminhoneiro autônomo”, apaziguou.
• Nota divulgada pelo Ministério da Infraestrutura:
O Ministério da Infraestrutura firmou com a categoria uma agenda de trabalho a curto prazo. O objetivo é amortecer o efeito da variação do preço do diesel para a categoria e estabelecer o compromisso de manter aberto o diálogo com as lideranças. 
Após ouvir as reivindicações, foram firmados os seguintes compromissos: 
• Estudar a eliminação de multas desnecessárias aos caminhoneiros;
• Transferência do custo do diesel para a tabela do frete;
• A fiscalização efetiva da referência de custo do piso mínimo do frete;
• A celebração de um termo de compromisso com as entidades representantes da categoria para tornar mais efetiva a fiscalização.
De acordo com o ministro Tarcísio Gomes de Freitas, “a construção dessa agenda vai amortecer o efeito do diesel, vai fazer com que o dinheiro sobre na contratação de cada frete e vai fazer com que a referência de preço seja praticada”, disse. “Estamos com uma agenda sólida, que está sendo construída com base numa conversa e nos pleitos dos caminhoneiros”, finalizou Freitas.

20190325

Nos grupos de WhatsApp, caminhoneiros começam a falar sobre greve dia 30



Os caminhoneiros estão ameaçando iniciar uma nova paralisação, após entenderem que os compromissos assumidos pelo ex-presidente Michel Temer em 2018, não estão sendo cumpridos.

Os motoristas estão planejando o início da greve para o dia 30 de março, segundo reportagem do jornal Estado de S. Paulo neste sábado (23).

A publicação informa que o governo, através do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), já monitora as primeiras movimentações, que estão acontecendo novamente pelo WhatsApp.

“Os primeiros dados são de que, neste momento, o movimento não tem a mesma força percebida no ano passado, mas há temor de que os caminhoneiros possam se fortalecer e cheguem ao potencial explosivo da última greve. Dentro do Palácio, o objetivo é ser mais ágil e efetivo e não deixar a situação sair de controle por ficarem titubeando sobre o assunto, como aconteceu com o ex-presidente Michel Temer, no ano passado”, informa a reportagem.

Wallace Landim, presidente das associações Abrava e BrasCoop, que representam a classe de caminhoneiros, se encontrou na semana passada com o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, com a diretoria da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e com o secretário executivo do Ministério da Infraestrutura, Marcelo Sampaio. Segundo os ministros, o presidente Jair Bolsonaro deverá se manifestar sobre os pedidos dos caminhoneiros até a próxima semana.

Entre as reivindicações, os caminhoneiros reclamam que as empresas têm descumprido o pagamento do valor mínimo e cobram uma fiscalização mais ostensiva da ANTT. Eles também querem que o governo estabeleça algum mecanismo para que o aumento dos combustíveis seja feito somente uma vez por mês, e não mais diariamente. (Fonte: Diário Online)


20180529

Rio Grande do Sul registra maior número de protestos de caminhoneiros

O Rio Grande do Sul é o Estado com maior número de protestos dos caminhoneiros acontecendo no País. De acordo com último balanço divulgado, na tarde desta segunda-feira, pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), o território gaúcho conta com 95 pontos bloqueados nas estradas e 71 liberados. Seguido por Paraná com 84 bloqueios e 60 liberados, e Santa Catarina com 68 e 38, respectivamente.

Apesar do governo federal considerar como resolvida a questão da greve dos caminhoneiros, alguns pontos do Brasil ainda registram manifestações, mas em número reduzido.

Segundo informações da PRF, até às 14h desta segunda, foram registrados 727 pontos liberados no início da manhã, correspondendo à 56% do total de pontos antes considerados em situação de bloqueio. Outros 556 pontos permanecem ativos, realizando bloqueios parciais e sem prejuízo à livre circulação de outros veículos não participantes das manifestações.

No total, 226 pontos de rodovias do Estado ainda registram a presença de caminhoneiros, informou a PRF e o Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM). O balanço mais recente do CRBM dá conta de 131 protestos, sendo que em apenas um trecho houve bloqueio total durante o dia: o km 8 da ERS 734, em Rio Grande, já liberado pelos manifestantes. (Fonte: Correio do Povo)

Confira os pontos registrados pela PRF:

20180524

Famurs: 75% das cidades do RS suspenderão serviços que demandem combustível na sexta

A Federação das Associações dos Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) informou, na noite desta quarta-feira, que 75% das cidades gaúchas confirmaram que devem paralisar atividades que demandem o uso de combustíveis na sexta-feira, dia 25. Conforme o presidente da entidade, Salmo Dias, a paralisação, em 372 dos 497 municípios gaúchos, é “contra o preço abusivo dos combustíveis e em apoio também aos caminhoneiros”, embora as próprias prefeituras corram risco de perder verbas com a redução de impostos sobre o diesel. A lista dos municípios vai ser disponibilizada no site da entidade.

Serão paralisadas todas as atividades, exceto as de saúde: “A patrola que precisa fazer manutenção na estrada, o equipamento que precisa desentupir o valo, o transporte escolar, vamos suspender por um dia. Até porque alguns municípios já dão conta de que não estão com o devido abastecimento de combustível”, exemplificou Dias.

Segundo o presidente da Famurs, além da dificuldade enfrentada pela falta de combustível, os municípios temem ser ainda mais afetados pela redução ou suspensão da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre o diesel. Para ele, todos os municípios do país serão afetados caso isso ocorra: “Não somos contra tirar a Cide, mas vai atingir os municípios mais uma vez, que vão ficar penalizados, já que 5% eram repassados aos municípios. Era um valor importante que utilizávamos para tapar buracos, fazer manutenção de rodovias e estradas vicinais e para compra de combustíveis”, disse.

Mais cedo, o presidente da Confederação Nacional de Municípios, Paulo Ziulkoski, criticou a proposta do governo de reduzir o preço dos combustíveis zerando a Cide sobre o diesel. Ele lembrou que a medida vai afetar diretamente os cofres de estados e municípios que recebem, juntos, 30% da arrecadação desse imposto. Ziulkoski defendeu que eles sejam compensados e sugeriu que a saída para baratear combustíveis venha da redução de outros impostos federais que incidem sobre os combustíveis como o PIS e a Cofins.(Fonte: Correio do Povo)