Melancia mais leve chega mercado nacional

Carregar uma melancia comum inteira, de 15 quilos, não é fácil. Guardá-la na geladeira sem fatiar, beira o impossível. Cortá-la e vê-la ficar passada, é rápido. Para dar trégua a estes dilemas chegou ao mercado nacional, em meados do ano passado, uma variedade da cucurbitácea que tem tamanho menor, de 5 a 6 quilos, polpa mais tenra e durável, e quase nenhuma semente. Desenvolvida pela Bayer e batizada no Brasil de Pingo Doce, a variedade começou a ser plantada no Rio Grande do Sul em 2016, por um número que não ultrapassa, até o momento, os 10 produtores.

Tradicional cultivador de melancias, Gilberto Rambor decidiu investir na nova variedade em uma área de 10 hectares, em Encruzilhada do Sul, para diversificar a lavoura e buscar mais rentabilidade. O custo é maior, segundo Rambor, já que as sementes são 25% mais caras que as da melancia comum. Além disso, é preciso reforçar a polinização com a implantação de colmeias, na proporção de duas por hectare. "Eu comecei a plantar a Pingo Doce para inovar. Na primeira carga cheia que vendi, para fora do Estado, a compradora já me encomendou mais duas", conta Rambor.  O agricultor deve colher 50 toneladas de melancias por hectare cultivado com a Pingo Doce - cotada a R$ 0,55 o quilo - e 35 toneladas por hectare nas áreas cultivadas com as demais variedades - vendidas a R$ 0,40 o quilo.

Variedade trazida da Espanha e adaptada para o clima brasileiro, a Pingo Doce tem feito sucesso entre os consumidores. De acordo com o Gerente de Contas de Melancia da Bayer, Leonardo Herzog, em apenas uma rede de supermercados de Porto Alegre, onde o produto está disponível, o consumo de janeiro de 2018 chegou a 60 toneladas. No Estado, o plantio se concentra em Encruzilhada do Sul, General Câmara, Charqueadas, Bagé e Butiá.(Fonte: Correio do Povo)

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