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domingo, 24 de março de 2019

Pesquisa analisa o sofrimento social relacionado à construção de barragens, depressão e suicídio está entre os sintomas



Uma pesquisa da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de 2015 declara que o Brasil se situa entre os 24 países que produzem 90% de toda a energia disponível no mundo, sendo considerado o que tem maior potencial hidrelétrico.

De acordo com dados coletados em 2018 por Mariana Zanarotti Shimako, aluna de graduação da Universidade de São Paulo (USP), o país possui 12% da água doce superficial do planeta e 12 bacias hidrográficas. Cerca de 70% da energia que utilizamos vem dessas hidrelétricas, e existem mais de 2 mil barragens espalhadas por diferentes estados, que são necessárias para a produção de energia. Localizadas principalmente em áreas rurais, comunidades inteiras são forçadas a deixar seus lares para trás, que logo serão tomados pela água. Entretanto, não são só as famílias que tiveram as suas casas submersas que sentem as mudanças no ambiente.

As alterações causadas pela construção afetam uma área maior ao seu redor do que somente o que foi alagado. Os indivíduos que permanecem próximos às hidrelétricas sofrem de falta de suprimentos e isolamento geográfico, além da perda de conexões pessoais com membros da comunidade que acabaram partindo para outros locais.

A partir de uma extensa pesquisa de campo nos entornos da Hidrelétrica de Itá, a professora de Psicologia na Universidade Feevale Carmem Giongo aponta as consequências que perduram por muitos anos após a implantação das barragens.

O trabalho fez parte de sua tese de doutorado, apresentada no Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFRGS e orientada pela professora Jussara Maria Rosa Mendes. (Fonte: UFRGS)

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