Relatório aponta que das 55 cidades sem acesso asfáltico no RS, em apenas oito estão ocorrendo obras


O Rio Grande do Sul tem 55 cidades que aguardam pelo sonho de ter ao menos um acesso por via asfaltada. O quadro se revela ainda pior quando se constata que em 47 municípios as obras sequer estão andamento. Esse dado está no Relatório Final da Subcomissão da Assembleia Legislativa criada para tratar da situação dos municípios gaúchos sem acesso asfáltico, trabalho coordenado pelo deputado estadual Eduardo Loureiro.

O relatório, aprovado na terça-feira (09) na Comissão de Assuntos Municipais do Parlamento estadual, revela ainda que apenas oito acessos estão sendo construídos atualmente. “Promovemos um amplo e detalhado diagnóstico da situação de cada obra, pois esse é um tema estratégico para o desenvolvimento do Estado. No Paraná e em Santa Catarina, não existem um município sequer sem ao menos um acesso por via asfaltada”, ressalta o deputado Loureiro.

Dos 55 municípios gaúchos sem acesso asfáltico, a maioria está localizada na metade Norte do Estado. Nas regiões que concentram as associações dos municípios da Zona da Produção (Amzop) e do Alto Uruguai (Amau) estão localizados 17 cidades nesta situação, onde se chega enfrentando barro em dias de chuva e poeira quando tem sol. Para concluir ou iniciar as obras que faltam para zerar essa lista de 55 comunidades, seria necessário pavimentar um trecho linear de 780 km, conforme apurado no Relatório Final, documento que traz também várias sugestões e encaminhamentos ao Governo do Estado.

Uma dessas recomendações é para que o Estado crie e mantenha atualizado uma plataforma digital com mapas, informações e dados para consulta pública sobre a situação de cada obra ou projeto, medida que ajudaria na mobilização das comunidades e na fiscalização do que está ou não ocorrendo. “Também sugerimos a criação de uma Força Tarefa no DAER para nivelar tecnicamente os projetos, de forma que nenhuma obra fique à margem das oportunidades de financiamento, seja por defasagem nos orçamentos, problemas nos projetos, licenças vencidas e até empresas inaptas a executar os serviços”, conclui Loureiro. (Fonte)

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