Dois em um: superlua e eclipse lunar total poderão ser vistos a olho nu no RS

Na madrugada do dia 20 para 21 de janeiro, o Sol, a Terra e a Lua estarão alinhados e com a mesma inclinação, situação que permite a formação do eclipse lunar total — momento em que a lua cheia fica na sombra da Terra. O fenômeno poderá ser visto das Américas, grande parte da Europa e da África Ocidental. Aqui no Brasil, ele poderá ser contemplado sem o auxílio de equipamentos, afirma a mestranda em Astronomia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Fernanda Oliveira. 

— O eclipse poderá ser visto a olho, mas quem preferir pode usar um binóculo ou câmera digital com zoom para poder vê-lo com mais detalhe. Uma observação importante é que, além do eclipse em si, teremos, também, a superlua que o momento em que esse satélite está mais próximo da Terra — diz Fernanda.  

O fenômeno começará a partir de 1h30min e terminará por volta de 4h50min. A cobertura total da Lua está prevista para as 2h41min, segundo dados da Nasa. Neste momento, o satélite natural deve apresentar coloração avermelhada — chamada de Lua de Sangue.

Fernanda explica que o nome é dado porque os raios do Sol não alcançarão a Lua, mas uma pequena parte dos raios vermelhos será filtrada através da atmosfera da Terra e se refratará sobre a Lua, explica Fernanda. Ela ressalta que é preciso torcer para que o tempo esteja firme para que o espetáculo possa ser contemplado por inteiro. 

— Não pode chover, porque a precipitação, significa que o céu vai ter muitas nuvens. Com muitas nuvens, a Lua fica coberta e a visibilidade fica prejudicada — afirma. 

O próximo eclipse lunar total está previsto para maio de 2021. Outro fenômeno programado para este ano é o eclipse solar total, em 2 de julho, que terá maior visibilidade no Chile e na Argentina. (Fonte: Gaúcha ZH)

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