A história do ritual satânico nos vacinou, diz delegado

 O delegado Rafael Liedtke, responsável pela investigação que levou à cadeia a farmacêutica de Dois Irmãos, por enganar clientes na hora da aplicação de vacinas da febre amarela e da meningite, declarou estar seguro do crime cometido pela dona da Clínica Vacix. Em entrevista para o Diário, ontem à tarde, o titular da Delegacia Especializada na Defesa do Consumidor e da Saúde Pública, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), de forma espontânea, mencionou o recente episódio, que envergonhou a polícia gaúcha. O delegado declarou que as pessoas - e até a polícia - custam a acreditar que a farmacêutica vinha aplicando os golpes nos clientes, mas que todos os indícios mostram que é real o crime. “A história do ritual satânico nos vacinou. Então a gente procura ter cuidado para não cometer uma injustiça contra ela. A gente está se cercando de cuidados pra isso não acontecer. Mas até agora, todos os elementos que a gente coletou nos levam a crer que efetivamente ela estava aplicando esse golpe, essa fraude”, disse.
No caso das crianças encontradas esquartejadas no bairro Lomba Grande, em Novo Hamburgo, uma investigação inicial, conduzida pelo delegado Moacir Firmino, dizia que as vítimas haviam sido mortas em um ritual satânico, promovida por um bruxo de Gravataí. O tal ritual teria sido encomendado por empresários do ramo imobiliário de Novo Hamburgo para que tivesse sucesso nos negócios em 2018. A própria polícia descobriu que a história é uma farsa a partir do momento em que as três testemunhas do caso, que levaram à prisão sete pessoas, afirmarem que estavam mentindo e que haviam sido coagidas para dar o falso testemunho. O delegado Moacir Firmino, que era titular da 3ª DP, no bairro Santo Afonso, foi afastado do cargo pela Corregedoria da Polícia nesta semana. 

farmacêutica foi presa durante ação do Deic e da Vigilância Sanitária na quarta-feira. Ele é investigada por enganar clientes ao simular a aplicação de doses de vacinas da febre amarela e da meningite (ACWY e Meningo B). Segundo a polícia, embora efetivamente perfurasse a pele das vítimas com a agulha, não injetava nenhuma vacina nas mesmas, uma vez que o produto vendido encontrava-se em falta no estoque do estabelecimento. A mulher ainda é investigada por reutilizar o material dos procedimentos, como agulhas, em mais de um cliente, inclusive em recém-nascidos, crianças e adolescentes.(Fonte: O Diário da Encosta da Serra )

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