“Não foi um tsunami, como muitos chegaram a cogitar. Não tem essa possibilidade, até porque seria algo muito rápido, em que o mar recua e avança logo em seguida, e não foi o que aconteceu. Não tem nada a ver com tsunami”, disse Puchalski.
Segundo o meteorologista, o fenômeno foi verificado nas praias de Balneário Camboriú, Atalaia, Itajaí, Porto Belo, Imbituba, na Lagoa Santo Antônio, em Laguna e Balneário Rincão. O recuo também foi registrado em Florianópolis.
Soma de fatores
“Trata-se do transporte de Ekman, que ocorre todo dia aqui no Hemisfério Sul e faz a água superficial se mover à esquerda do vento predominante. O vento é nordeste em direção ao mar”, afirmou.
Conforme Puchalski, apesar de ocorrer diariamente, nos últimos dias, o fenômeno contou ainda com um forte anticiclone próximo à Argentina.
“Esse sistema meteorológico tem seus ventos soprando na direção anti-horária. Como a intensidade desse anticiclone foi fora do padrão, ajudou a acentuar o transporte de Ekman, fazendo com que recuo do mar fosse visto em muitas praias”, detalhou.
Além disso, segundo Leandro, a lua cheia dos últimos dias também contribuiu. “Ela também intensificou o momento de maré baixa, mesmo com a forte ressaca que foi intensificada também por este sistema de alta pressão”, disse. (Fonte: G1)

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